Os contratos futuros de café arábica registraram forte alta na Bolsa de Nova York após modelos climáticos indicarem a aproximação de uma frente fria com risco de geadas nas principais regiões produtoras do Brasil.
O mercado reagiu de forma imediata às previsões, já que eventos climáticos extremos podem causar perdas significativas na produção, impactando diretamente a oferta global da commodity.
O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, ocupa papel central na formação dos preços internacionais. Qualquer adversidade climática no país tende a provocar movimentos de alta nos mercados futuros.
Analistas apontam que, além do clima, o mercado acompanha de perto a evolução dos estoques globais e o consumo nos principais mercados compradores, como Europa e Estados Unidos.
Para exportadores, o momento é de atenção redobrada, já que a volatilidade pode gerar oportunidades de comercialização, mas também eleva os riscos de oscilação nos preços.
Nos próximos dias, novas atualizações meteorológicas serão decisivas para definir se o movimento de alta se sustenta ou se parte dos ganhos será devolvida ao mercado.